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Na Sombra do Poder: O tarado da AL-BA escapou por pouco

[Na Sombra do Poder: O tarado da AL-BA escapou por pouco]
Por: Reprodução/ Redes sociais Por: Editoria de Política 0comentários

O tarado da AL-BA

Um antigo figurão do alto parlamento baiano voltou a atacar. O tubarão vem usando os velhos métodos que o fizeram sofrer ameaças de denúncias ao MP. Ele chama as estagiárias ao cantinho e oferece algumas benesses em troca de uma carona ou almoço pelas redondezas. Dessa vez, ele se deu mal. Uma das moças abordadas é casada com um policial civil, que montou campana na porta da AL-BA para esperar o bonitão. A sorte é que ele foi chamado para uma audiência externa e se safou da fúria do rapaz. Se respeita, moço.

Santo Amaro de mal a pior

Depois de Ricardo Machado, Santo Amaro continua sofrendo muito com a gestão pública. Flaviano Bonfim, atual prefeito, tem ido de mal a pior. Dez quilos mais gordo, é visto frequentemente perambulando pelos shoppings de Salvador. Enquanto isso, a cidade sofre com péssimas condições de saúde e educação. Vale lembrar que ele também já foi denunciado pelo Ministério Público e está sendo investigado com lupas de longo alcance. 

Ampulheta

O debate em torno da isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para empresas de transporte público em Salvador deve agitar a Câmara Municipal de Salvador no mês de agosto, quando os trabalhos legislativos serão retomados. E deve ser usado como instrumento de pressão pelos vereadores contra o Palácio Thomé de Souza, que precisa da aprovação até o final do mês. A avaliação das fontes ouvidas pela Na Sombra do Poder é que, hoje, a prefeitura não tem votos suficientes para aprovar a isenção.

Azedo

O prefeito ACM Neto (DEM) estava azedo esta semana com essa história da isenção do ISS. Engrossou o tom contra o presidente Geraldo Júnior (SD), rebatendo o argumento de que a Câmara Municipal é quem deveria fazer o projeto, e não o executivo municipal. O democrata também cobrou que os opositores abram mão de privilégios relativos ao cargo - incluindo a prerrogativa de utilizar carros oficiais. "Está errado andar de carro com ar condicionado e motorista e votar contra o ar-condicionado para ônibus do povo pobre de Salvador", declarou o prefeito. O vereador Edvaldo Brito não gostou do tom e soltou um “monarca”, em referência aos atos de Neto.

O Pinóquio da tragédia 

Meia dúzia de deputados estaduais e federais com boa votação nas cidades de Pedro Alexandre e Coronel João Sá não deu as caras na ocasião do rompimento da Barragem do Quati, que provocou estrago a milhares de famílias. Um dos poucos parlamentares que atendeu às ligações da reportagem, assim que a notícia ganhou destaque nacional, jurou de pé junto que não teve votos naquela região. Do outro lado da linha, o repórter confrontou a cara de pau do sujeito, citando números do resultado eleitoral emitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e mesmo assim, ele sustentou a negativa. Nas duas cidades, o Pinóquio em questão somou quase 800 votos.

Solidariedade ou oportunismo?

O gesto solidário do prefeito ACM Neto de enviar ambulâncias e colocar a Defesa Civil de Salvador à disposição das cidades atingidas ganhou conotação oportunista entre políticos baianos de diversas correntes. O que era para ser lido como “solidariedade” institucional, virou aceno indireto a 2022. Assim que soube da notícia, um quadro ligado ao governador rangeu os dentes e deixou escapar o desconforto: “Só pode ser pirraça, né?”.

Faltou sensibilidade 

Também não foi bem recebida a decisão do governador Rui Costa (PT) de manter a cerimônia de inauguração da Policlínica Regional de Paulo Afonso no dia em que as cidades vizinhas estavam arrasadas pela força das águas. O entendimento, inclusive entre governistas, é que não pegou bem fazer festa em dia de tragédia. O saldo de mídia também foi abaixo do esperado, já que a imprensa estava envolvida majoritariamente nos detalhes do rompimento das barragens.

Detalhe

A prefeitura de Pedro Alexandre faz parte do consórcio de municípios que é responsável por cobrir 60% do custeio da Policlínica Regional de Paulo Afonso. 

Pavio curto

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) distribuiu patadas durante sua passagem relâmpago por Salvador nesta semana. Sobrou até para Leo Prates (DEM), que ficou tagarelando com a imprensa em determinado momento do evento. "Se vocês quiserem, posso esperar terminarem", esbravejou o ex-candidato à Presidência no microfone.

Em tempo 1

Prates foi formalmente convidado para integrar os quadros do PDT e, por isso, tem marcado presença constante nos eventos da agremiação na capital baiana. Resta saber se vai aceitar. O jogo está rolando.

Em tempo 2

O deputado estadual Luciano Simões (DEM) também estava presente no evento com Ciro em Salvador e logo levantou rumores de uma possível saída do grupo carlista.

Ele não se governa 

Os pessedistas estão pressionando o senador Otto Alencar a ser candidato a prefeito de Salvador em 2020. A esta coluna, um integrante cravou “ele é o nome”. Ao ser questionado se isso é desejo de Otto, foi mais enfático: “ele não manda mais nele. Ele cresceu tanto que quem manda nele agora somos nós e nós queremos”, disse. A conferir. 

Sintonia

Ainda sobre Otto, o aliado de primeira hora Paulo Magalhães fez questão de enfatizar que, sobre as eleições municipais na capital, “o partido está em sintonia com o governador Rui”. Rui, por sua vez, fica em cima do muro. Disse, nas entrelinhas, que cada um deve construir sua candidatura ouvindo a população e que “não vai intervir nas estratégias da base em 2020”. A briga vai ser boa entre petistas, pessedistas, pepistas e comunistas para ganhar o “amém” do governador, principal cabo eleitoral na Bahia. 

Eis a questão

No café com a imprensa, o presidente da Casa, Geraldo Júnior, admitiu que pode ser candidato a vice na chapa que disputará a prefeitura de Salvador: “nunca disse que dessa água não beberei”. Também causou estranhamento uma declaração enfática dele que: “vai fazer o sucessor” na Câmara. Afinal, para onde vai o líder? Buscar reeleição, a prefeitura, a vice... Eis a questão.

Recado

Geraldo não é Geraldo se não citar em seu discurso o trabalho de “forças ocultas” contra a soberania da Câmara. “Quem não entender pelo amor, vai entender pela dor”, bradou. 

Despacho auricular

No bojo das articulações para 2020, Geraldo Júnior não dispensa um momento sequer. Nesse encontro público com Guilherme Bellintani – seu possível companheiro de chapa - a tratativa foi ao pé do ouvido e com certa expressão de entendimento. Será que vai vingar?  

A parte que me cabe nesse latifúndio

A corrente interna do PT, Esquerda Popular Socialista (EPS), enfrenta sua primeira grande divisão: os deputados Valmir Assunção (federal) e Jacó (estadual) vão seguir cada um seu caminho nas eleições internas do partido. Dizem os petistas mais experientes que, com o racha, inicia-se uma verdadeira guerra pelos votos do Movimento Sem Terra, reivindicado pelos dois lados. A EPS compunha o atual núcleo de direção do PT com a Construindo um Novo Brasil (CNB), tendência do presidente Everaldo Anunciação. Com a divisão das turmas de Valmir e Jacó, a CNB decidiu caminhar sozinha e lançar chapa própria para o Congresso Estadual que ocorrerá em outubro.

Reforma 1

O clima esquentou em Brasília com a reforma da Previdência na semana passada. Quatro dias seguidos de sessões, quase todas terminaram na madrugada. Entre os baianos, 13 votaram contra e 25 a favor.  Na base de Rui, 15 dos 29 votaram a favor - pouco mais da metade da bancada. Destes, um detalhe: Do PP, partido do centrão que apoiou a reforma, apenas Mário Negromonte Jr. votou contra. Conforme apurado, ele foi pressionado, colocado na parede para votar a favor, mas não arredou o pé. “Ofereceram o céu para ele, mas preferiu cumprir com a palavra”, disse uma fonte do Congresso a esta coluna. 

Reforma 2

Falando em oferecer os céus, choveram emendas para os deputados que votaram SIM. Além dos parlamentares ostentarem as benesses para os redutos eleitorais, esta coluna apurou que não foram só emendas. Contratos milionários em municípios pequenos e autorização para obras também fizeram parte do bolo do toma lá, dá cá. 

Reforma 3 

Que a votação da reforma vai servir como instrumento de campanha nas eleições municipais em 2020, disso ninguém tem dúvida. Resta saber se, na disputa interna entre os partidos, pesou mais o voto contra ou a favor. Na base de Rui, por exemplo, tem deputado que “perdeu” ponto por ser ferrenho demais nas críticas ao texto. 

Não sei, não vi

O deputado federal Nelson Pelegrino surpreendeu ao mostrar que não sabia que ele mesmo ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A ação aponta eventual ilegalidade de Moro no âmbito da investigação sobre os candidatos laranjas do PSL. Ao ser indagado por este site sobre a ação - após publicação em uma coluna do jornal local -, Pelegrino afirmou que nem sabia do que se tratava. Das duas uma: ou a imprensa se equivocou ao colocar o nome do petista ou o deputado não tem ciência do que seu jurídico faz. 

Deu sono

Representantes da prefeitura de Salvador foram à Câmara Municipal de Salvador na última segunda-feira (15) para apresentar as planilhas de custos da operação do sistema de transporte público de Salvador. O problema é que a apresentação foi tediosa. Teve vereador bocejando, mexendo no celular e olhando para todas as direções, menos prestando atenção na explanação da Agência Reguladora e Fiscalizadora dos Serviços Públicos de Salvador.

Passando a salva

Herdeiros de um latifúndio evangélico em Salvador estão prestes a perder um dos templos por falta de pagamento de aluguel, dívida que beira a casa dos R$ 100 mil. Recentemente, recorreram a vereadores com a cuia na mão pedindo ofertas, que geralmente só chegam ao altar em ano de eleição. O que se diz é que eles rasparam o tacho para curtir em viagens à Europa e agora estão passando a salva para pagar boletos e ter onde abrigar seus fiéis. 

Cobrança

Uma estudante do Colégio Estadual Helena Celestino Magalhães convidada para participar da última edição do Papo Correria aproveitou a oportunidade ao lado do governador Rui Costa (PT) para cobrar. Questionada pelo chefe do executivo estadual se a quadra tinha cobertura, ela prontamente respondeu: "não". 

Dadas as opções se o piso da quadra está bom ou precisa melhorar, ela cravou que era necessário "melhorar bastante, e os aros precisam melhorar bastante também". Torcedora do Vitória, ela também deixou um generoso “não” ao convite de Rui para que assistisse ao jogo entre Bahia e Grêmio nesta quarta-feira (17), na Arena Fonte Nova.
 

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