Política

Maia critica tom utilizado por Bolsonaro, mas diz que governo permite que os Poderes atuem de forma independente

[Maia critica tom utilizado por Bolsonaro, mas diz que governo permite que os Poderes atuem de forma independente]
Por: Najara Araujo/ Câmara dos Deputados Por: Redação BNews 0comentários

Em um jogo de morde e assopra, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) classificou ruim e excessivo o tom utilizado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o parlamentar alegou que os Poderes têm atuado de forma independente. 

Bolsonaro, durante pronunciamento em frente ao Palácio da Alvorada, afirmou que "decisões absurdas não se cumprem" e que "tudo tem um limite", se referindo ao STF e o inquérito das fake news, que têm entre os alvos aliados do presidente. Essa postura, segundo Maia, cria um ambiente mais radical e acirra os ânimos entre as instituições.

"As instituições estão garantindo sua independência, com diálogo claro. Algumas coisas mais duras como hoje de manhã, não foi bom, mas o Supremo tem tomado suas decisões, que estão sendo respeitadas. O Congresso tem atuado com independência. E eu espero, mesmo com algumas frases às vezes mal colocadas, que a gente continue com as nossas instituições sendo respeitadas, com independência, e a tentativa permanente de diálogo", afirmou o deputado em entrevista à Rádio Tupi, nesta quinta-feira (28). 

Maia entende que, apesar do discurso, o governo tem tentado reverter as decisões seguindo o curso legal, através de recursos judiciais. Mas ressaltou que as autoridades precisam “garantir o mínimo de civilidade nas relações e o respeito às decisões de cada um dos poderes".

"Acredito que mesmo com todo discurso de crítica, a decisão tem que ser cumprida, não podemos ser a favor quando é contra um adversário nosso e vice-versa. Essas questões não são de política, são do respeito da democracia, da constituição e das leis que precisam ser respeitadas. Tem o direito de crítica, o tom é ruim, excessivo, mas sempre tem que se respeitar às decisões. E a decisão de recorrer já indica que vai respeitar", acrescentou. 
 

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